Читаем Gai-jin полностью

McFay fechou a porta e seguiu pelo corredor. Sua suíte era arrumada, masculina e confortável. Três cômodos, sala, quarto, quarto extra, todos com lareiras, e um banheiro. Havia carnes frias no aparador, além de pão fresco e um dos pratos prediletos de Nemi, torta de maçã, as maçãs importadas de Xangai. Havia também saquê numa garrafa de água quente, e uísque Loch Vey, da destilaria da Struan, que ela adorava. No momento em que a porta foi trancada, ela ergueu-se na ponta dos pés e beijou-o, voraz.



— Não ver seis dias, primeiro cama, depois resto! Era a inversão da ordem habitual. O coração de McFay acelerou, embora não estivesse com pressa.





Ela pegou-o pela mão, levou-o para o quarto e quase que o empurrou na cama. Ajoelhou-se para tirar as botas de McFay, começou a despi-lo, enquanto falava sem parar, no seu pidgin apenas meio compreensível, falando que a Yoshiwara fervilhava de atividade, sobre o mundo flutuante, que não precisava se preocupar com Shizuka, ela era cara, mas a melhor, que história era essa de guerra por favor, não queremos a guerra, apenas negócios, tenho um quimono novo, com a carpa da sorte, muito bonito, embora um pouco caro.





— Mas ichiban, Jami-san, vai gostar muito. Agora cama! Obediente, ele se meteu na cama de baldaquino. A noite era perfeita, nem quente, nem fria. Nemi soltou a obi, deixou o quimono cair, depois a roupa de baixo. Completamente nua, sem qualquer sentimento de culpa ou vergonha por sua nudez, como qualquer musume — uma das muitas características que a distinguiam, e que McFay e todos os gai-jin achavam espantosa e invejável —, ela tirou os alfinetes dos cabelos, sacudiu-os, fazendo com que caíssem até a cintura, e marchou triunfante para o banheiro, a primeira delícia da noite.



Nemi sentou no vaso sanitário, estendeu a mão, pegou a corrente e puxou a descarga. A água desceu pelo vaso de porcelana, ruidosa, e ela bateu palmas de alegria, como sempre. Não acreditara na primeira vez em que vira isso. — Para onde água ir? — indagara ela, desconfiada. McFay explicara, fizera desenhos, mas ainda assim ela não acreditara, até que ele lhe mostrou os canos, e a levou ao ponto do jardim onde ficava a tampa do bueiro da fossa — todos os canos, caixas-d’água, caldeiras, vasos sanitários, pias, torneiras e três banheiros importados da Inglaterra, Hong Kong e Xangai, onde muitas peças já começavam a ser fabricadas, para os vastos mercados indiano e asiático.



Nemi suplicara permissão para mostrar às amigas. Ele concordara, orgulhoso, porque aquela era a primeira instalação do gênero em todo o Japão, para tristeza de Sir William e fúria de Norbert Greyforth, e agora o padrão para cerca de uma dúzia de cópias, funcionando direito ou não, embora nem todas com água quente e fria: só o melhor e o mais moderno — e, portanto, britânico — para a Struan.





Assim, as excursões turísticas guiadas de umas poucas privilegiadas, para conhecer a limpeza de Jami-san, tornaram-se um dos maiores atrativos na Iocoama dos gai-jin, as musume falando sem parar, como aves exóticas, fazendo muitas reverências, prendendo a respiração, puxando a descarga, soltando murmúrios de espanto, aplaudindo.



Nemi lavou as mãos. Com um suspiro de satisfação, foi se deitar nos lençóis, ao lado de McFay.











Phillip Tyrer estava exausto, quase dormindo. Fujiko suportava seu peso sem maiores dificuldades, mas começou a empurrá-lo para o lado, gentilmente.





Iyé, matsu — murmurou ele. — Não, não se mexa... espere.



— Só quero pegar uma toalha, Taira-san. Toalha, entende?



— Ah, sim. Entendo toalha. Você fica, eu pego...



— Oh, não, seria uma vergonha para mim. É meu dever. Deixe-me ir, por favor... não me impeça.



Ela nua, enquanto Tyrer a imobilizava contra seu peito, mas era hábil, conhecia seu ofício muito bem e esperou. Havia sossego no pequeno quarto agora. A noite lá fora era agradável. O vento sussurrava pelas árvores e arbustos. Umas poucas lufadas contornavam as janelas corrediças, ainda não eram frias, nem sequer desagradáveis. O lampião a óleo bruxuleava.



Um momento depois, Fujiko desvencilhou-se, sem interromper a tranqüilidade de Tyrer, e foi para o pequeno banheiro, com sua tina de madeira alta, cheia até a borda de água quente, sobre uma grade de madeira, para permitir que a água escorresse, ao se retirar o batoque. Sabão perfumado, urinol e toalhas limpas. Ela usou uma toalha molhada, enxugou-se em seguida.



Ao retornar ao quarto, levava uma toalha quente, com que limpou Tyrer, para depois enxugá-lo. Ele manteve os olhos fechados durante todo o tempo, quase gemendo de prazer, ao mesmo tempo se sentindo embaraçado porque Fujiko o servia assim, e não o contrário.



— Ah, Fujiko-chan, você é maravilhosa.



— Não, é meu prazer.



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