Читаем Gai-jin полностью

Sem pressa, ele se levantou, pôs o pequeno revólver no bolso da sobrecasaca, foi até sua porta particular e destrancou-a. Havia duas mulheres da fora, usando mantos com capuz, acompanhadas por um criado. Os três fizeram uma reverência. Ele sinalizou para as duas mulheres entrarem, deu trinta moedas ao homem, que agradeceu, fez outra reverência e se afastou pela rua em direção à Yoshiwara. McFay tornou a trancar a porta.



— Ei, Nemi, você sempre bonita, neh?





McFay sorriu, abraçou uma das mulheres, que o fitou por baixo do capuz com um sorriso radiante, um brilho nos olhos; era sua musume há um ano, mantida por ele durante a metade desse período.





— Ei, Jami-san, você bom, hem? Esta musume minha irmã, Shizuka. Bonita neh?



Nervosa, a outra moça empurrou o capuz para trás, forçou um sorriso. Ele recomeçou a respirar — Shizuka era tão jovem quanto Nemi, tão atraente e fragrante.





Hai!— exclamou ele.





As duas moças sentiram-se aliviadas por Shizuka ter passado pela inspeção inicial. Era a primeira vez que McFay arrumava uma mulher para outro. Contrafeito, pedira a Nemi para explicar à mama-san que a moça seria para o tai-pan, por isso tinha de ser especial. As duas tinham vinte e poucos anos, mal batiam em seu ombro, pareciam um pouco mais à vontade agora, embora conscientes de que o verdadeiro obstáculo ainda teria de ser superado.





— Shizuka, deve compreender, por favor. Tai-pan homem importante. — Virando-se para Nemi e passando a mão pelo lado de seu corpo, na altura do ferimento de Struan, ele acrescentou: — Ela sabe do ferimento, neh?



Nemi acenou com a cabeça, os dentes brancos faiscando.



— Hai, eu explicar, Jami-san. Dozo, deixar casaco aqui, ou lá em cima.



— Lá em cima.





Ele subiu na frente pela escada principal, iluminada por lampiões a óleo, Nemi falando com a nova moça, que prestava atenção a tudo. Era seu costume, de vez em quando, chamar Nemi para passar a noite aqui, o criado voltando pouco antes do amanhecer para escoltá-la até sua pequena habitação, no terreno da estalagem da Alegria Suculenta. O arrendamento da casa por cinco anos, depois de dias negociação, custara-lhe dez soberanos de ouro. Outros dez pelo contrato de Nemi durante o mesmo período, mais um extra para um novo quimono a cada mês, penteados, uma criada pessoal e toda a alimentação, além do saquê.





— Mas o que acontece se o fogo destruir a casa, mama-san? — indagara consternado por concordar com um preço tão alto.



É verdade que a taxa de câmbio excepcionalmente vantajosa lhes proporcionavam lucro de quatrocentos por cento na maioria dos meses... o que significava que quase todos os estrangeiros podiam ter um pônei ou dois, consumir champanhe à vontade e ainda mais importante, no seu caso, contar com a certeza de que os gastos de manutenção de Nemi não representariam mais do que umas poucas despesas.





A mama-san se mostrara chocada.



— Comprar como nova. Você pagar metade preço, justo, neh?



Nemi, presente nas negociações finais, soltara uma risada.





— Bastante: fogo na casa, Jami-san, muito jigjig, hem?



Ao chegar ao topo da escada, McFay tornou a abraçá-la, feliz, sem qualquer motivo, além do fato de que ela provara valer cada moeda que pagara, proporcionando-lhe muito prazer e paz. Havia uma enorme cadeira de encosto alto no patamar. Nemi tirou seu manto com capuz, dizendo à outra moça que fizesse a mesma coisa e que os deixariam ali. Usavam por baixo quimonos impecáveis, os cabelos arrumados — crisálidas transformando-se em borboletas. Satisfeito, McFay bateu na porta.



— Entre.



Malcolm Struan estava sentado em sua cadeira, um charuto aceso entre os dedos, elegante em seu chambre, mas contrafeito.



— Olá, Jamie.





— Boa noite, tai-pan.





As moças se inclinaram, com extrema deferência. McFay não imaginava que quase tudo sobre Malcolm Struan — e também sobre ele próprio, assim como sobre a maioria dos gai-jin — era do conhecimento comum, e o tema de ávidas e constantes conversas na Yoshiwara, sua enorme riqueza, o fato de que recentemente se tornara tai-pan, as circunstâncias de seu ferimento e o iminente casamento.





— Esta é Shizuka, que ficará com você. O criado virá buscá-la pouco antes do amanhecer, tudo como eu falei. Baterei em sua porta quando ele chegar. Shizuka pode ser um pouco tímida, mas não haverá maiores problemas. Esta é a minha musume, Nemi. Eu... ahn... achei melhor que ela viesse também, na primeira vez, para tornar tudo mais fácil.



As duas fizeram outra reverência.





— Ei, tai-pan — disse Nemi, no controle absoluto, satisfeita por conhecê-lo, e confiante em sua escolha —, Shizuka irmã minha, boa musume, ei!



Ela acenou com a cabeça, vigorosamente, deu um pequeno empurrão em Shizuka. A moça adiantou-se, hesitante, ajoelhou-se, fez mais uma reverência.



— Estarei em meu quarto, se precisar de mim.



— Obrigado, Jamie.





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