Читаем Gai-jin полностью

— Prenda um seixo sob o pé, Hiraga — aconselhara Katsumata. — Seu andar, tanto quanto o rosto, pode denunciá-lo. Passe sujeira no rosto e nas axilas, estrume é o melhor, finja ser um ajudante de cozinha, e não represente, seja de fato. Enquanto espera, prepare os artefatos incendiários, instrua Takeda a respeito, e esteja pronto para o momento em que eu voltar...



O sargento de rosto curtido parou, as mãos nos quadris, em meio ao silêncio, e olhou ao redor. De forma meticulosa. Cada canto, armário ou despensa foi inspecionado. Fileiras de condimentos, chás, barris de saquê e garrafas das bebidas dos gai-jin, sacos com o melhor arroz. Ele soltou um grunhido para ocultar sua inveja.



— Você! Cozinheiro-chefe!



O homem corpulento, aterrorizado, levantou a cabeça e o sargento acrescentou:



— Fique parado ali! E todos vocês, entrem em fila!



Em sua pressa para obedecer, todos esbarraram uns nos outros. Hiraga, claudicando bastante, imundo, nu, exceto pela tanga suja e a camiseta rasgada, encaminhou-se para a fila. Murmurando imprecações, o samurai observou atentamente cada homem, enquanto percorria a fila. Ao se aproximar de Hiraga, suas narinas tremeram em repulsa pelo mau cheiro e depois passou para o homem seguinte, e o outro, e o outro, descarregando sua raiva acumulada aos gritos no último homem, que arriou no chão, apavorado. O sargento voltou pela fila, parou diante de Hiraga, os pés bem plantados no chão.



— Você! — berrou ele. — Você!



Raiko gritou, quase desfaleceu, todos pararam de respirar. Hiraga se prostrou de cara no chão, rastejando, gemendo, apoiando os pés na parede, a fim de se lançar para a frente, contra as pernas do sargento. Mas o samurai pôs-se a arengar:



— Você é uma desgraça para uma cozinha, e você... — Ele virou-se para Raiko, que recuou contra a parede, assustada, enquanto Hiraga mal conseguia conter a investida. — Você deveria se envergonhar de ter um vagabundo coberto de estrume como este numa cozinha para os ricos!



O dedão duro como ferro acertou o homem imundo no pescoço e articulação do ombro. Hiraga soltou um grito de dor autêntico, a peruca quase caiu, ele segurou-a em pânico, pondo as mãos na cabeça.



— Livre-se dele! Se este saco de piolhos estiver aqui ou em qualquer outro lugar da Yoshiwara ao pôr-do-sol, fecharei esta casa por sujeira! Raspe a cabeça dele!



Outro pontapé e o sargento saiu. Ninguém se mexeu, até que veio o aviso de tudo limpo. Mesmo assim, todos começaram a se movimentar com a maior cautela, criadas foram buscar sais de cheiro para Raiko, que se retirou a passos trôpegos, apoiando-se nelas, enquanto o pessoal da cozinha ajudava Hiraga a se levantar. Ele sentia dor, mas não deixou transparecer. No mesmo instante, despiu-se e foi para a área dos criados, onde se lavou, esfregando e esfregando, cheio de repulsa... tivera tempo apenas de enfiar as mãos no balde de dejetos noturnos mais próximo, sujar-se e correr para um lugar perto dos fogos.



Depois de parcialmente satisfeito com a limpeza, ele se encaminhou para sua casa, nu, a fim de tomar outro banho, desta vez com água quente, convencido de que nunca mais tornaria a ficar limpo de fato. Raiko interceptou-o na varanda, não de todo recuperada de seu alarme.



— Sinto muito, Hiraga-sama, o vigia deixou de nos avisar a tempo, mas os samurais nos jardins... Água quente e uma criada de banho lhe esperam lá dentro. Mas agora, sinto muito, talvez deva ir embora, é perigo...



— Estou aguardando Katsumata, só depois partirei. Ele lhe pagou muito bem.



— É verdade, mas os vigi...



Baka! Você é responsável pelo sistema de alerta. Se houver outro, engano, sua cabeça rolará para o balde!



Com uma expressão sombria, Hiraga entrou na casa de banho, onde a criada ajoelhou-se, faz uma reverência tão apressada que bateu com a cabeça no chão.



Baka! — rosnou ele, ainda não superado o seu pavor intenso, o gosto amargo do medo ainda em sua boca. Acocorou-se no pequeno banco, pronto para que a criada começasse a esfregar. — Depressa!



Baka, pensou ele, enfurecido. Todos são baka, Raiko é baka, mas não Katsumata... ele não é baka, estava certo de novo: sem a bosta, eu teria morrido ou, pior, seria capturado vivo.









IEDO







O crepúsculo era uma ocasião de intenso movimento para os habitantes da Yoshiwara de Iedo, a maior e a melhor em todo o Nipão, um labirinto de pequenas ruas e lugares agradáveis, à beira da cidade, cobrindo quase oitenta hectares, onde Katsumata e outros shishi, ou ronin, podiam se esconderem segurança... se fossem aceitáveis.



Katsumata era muito aceitável. Dinheiro não era problema para ele. Pagou à garçonete por sua sopa e talharim, e se encaminhou sem pressa para a casa da Glicínia, ainda disfarçado como um bonzo, embora agora usasse um bigode falso, e se vestisse de maneira diferente, os ombros alargados por enchimentos, a túnica mais suntuosa.



Перейти на страницу:

Все книги серии Asian Saga (pt)

Похожие книги

Морской князь
Морской князь

Молод и удачлив князь Дарник. Богатый город во владении, юная жена-красавица, сыновья-наследники радуют, а соседи-князья… опасаются уважительно.Казалось бы – живи, да радуйся.Вот только… в VIII веке долго радоваться мало кому удается. Особенно– в Таврической степи. Не получилось у князя Дарника сразу счастливую жизнь построить.В одночасье Дарник лишается своих владений, жены и походной казны. Все приходится начинать заново. Отделять друзей от врагов. Делить с друзьями хлеб, а с врагами – меч. Новые союзы заключать: с византийцами – против кочевников, с «хорошими» кочевниками – против Хазарского каганата, с Хазарским каганатом – против «плохих» кочевников.Некогда скучать юному князю Дарнику.Не успеешь планы врага просчитать – мечом будешь отмахиваться.А успеешь – двумя мечами придется работать.Впрочем, Дарнику и не привыкать.Он «двурукому бою» с детства обучен.

Евгений Иванович Таганов

Приключения / Исторические приключения / Фантастика / Альтернативная история / Попаданцы
Добыча тигра
Добыча тигра

Автор бестселлеров "Божество пустыни" и "Фараон" из "Нью-Йорк Таймс" добавляет еще одну главу к своей популярной исторической саге с участием мореплавателя Тома Кортни, героя "Муссона" и "Голубого горизонта", причем эта великолепная дерзкая сага разворачивается в восемнадцатом веке и наполнена действием, насилием, романтикой и зажигательными приключениями.Том Кортни, один из четырех сыновей мастера - морехода сэра Хэла Кортни, снова отправляется в коварное путешествие, которое приведет его через обширные просторы океана и столкнет с опасными врагами в экзотических местах. Но точно так же, как ветер гонит его паруса, страсть движет его сердцем. Повернув свой корабль навстречу неизвестности, Том Кортни в конечном счете найдет свою судьбу и заложит будущее для семьи Кортни.Уилбур Смит, величайший в мире рассказчик, в очередной раз воссоздает всю драму, неуверенность и мужество ушедшей эпохи в этой захватывающей морской саге.

Уилбур Смит , Том Харпер

Исторические приключения