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Não podendo ver através das persianas, ele puxou a tranca, entreabriu a janela, apenas uma fração. Os soldados ainda se concentravam lá embaixo. Faltavam três horas para o amanhecer. As nuvens se acumulavam, passavam sob a lua. O corpo de Shorin continuava no caminho, como um animal morto. Por um momento, ele se surpreendeu ao constatar que o haviam deixado com a cabeça, mas depois lembrou que não era costume dos gai-jin tirar cabeças para exibir ou contar.



Seria difícil escapar por ali sem ser visto. Se não reduzirem a vigilância, terei de abrir a porta e tentar fugir por dentro do prédio. O que implicaria deixar a porta aberta. Era melhor sair pela janela, se fosse possível.





Ele esticou a cabeça, cauteloso, divisou uma pequena platibanda sob a janela, que levava a outra janela, e depois contornava o prédio — aquele era um quarto de canto. Seu excitamento aumentou. Muito em breve as nuvens encobririam a lua. Escaparei nesse momento. Vou conseguir! Sonno-joi! Agora, a moça.



Em silêncio, ele ajeitou a tranca, deixando a janela entreaberta, por uma fração, antes de voltar à cama.



A espada comprida ainda estava embainhada, e ele a pôs no lençol branco de seda, todo amarrotado, ao alcance da mão. Branco, pensou Ori. Lençóis brancos, carne branca, tudo branco, a cor da morte. Apropriado. Perfeito para se escrever. O que deveria ser? Seu nome?



Sem pressa, ele puxou o lençol de cima da moça. A camisola era uma coisa além da sua compreensão, estranha, projetada para esconder tudo e nada. Braços e seios muito grandes, em comparação com as poucas mulheres que já levara para a cama, pernas compridas e retas, sem nenhuma das curvas elegantes a que se acostumara, das mulheres que passavam anos e anos ajoelhadas e sentadas. E, de novo, o perfume da moça. Enquanto os olhos a exploravam, Ori sentiu que começava a ferver.



Com as outras, fora muito diferente. Excitamento mínimo. Muitos sorrisos, hábil profissionalismo. Tudo consumado depressa, e quase sempre no torpor do saquê, para disfarçar a idade das mulheres. Agora, havia tempo ilimitado. Ela era jovem, fora do mundo de Ori. Sua ânsia aumentava cada vez mais. Todo o corpo parecia vibrar.





O vento fazia a janela ranger, mas não havia perigo ali, nem no interior da casa. Tudo se tornara quieto. Ela se encontrava estendida de lado. Um empurrão hábil e gentil, depois mais outro, e a moça, obediente, deitou de costas, a cabeça pendendo para um lado, os cabelos espalhados. Um suspiro profundo, no aconchego do colchão. Uma pequena cruz de ouro na garganta.



Ori inclinou-se, encostou a ponta da faca-espada, afiada como uma navalha, na renda delicada do pescoço, levantou um pouco, ajeitou a lâmina contra a pressão da camisola. O tecido foi cortado sem qualquer resistência.





Ele nunca vira uma mulher tão exposta. Ou tão apertada. A pulsação se intensificou, a um nível a que nunca chegara antes. A pequena cruz faiscava. Involuntariamente, a moça estendeu a mão, devagar, ajeitou-a entre as pernas, deixou ali, confortável. Ori removeu a mão, depois afastou um tornozelo do outro. Gentilmente.




6









Angelique despertou pouco antes do amanhecer. Mas não por completo. A droga ainda a impregnava, os sonhos ainda persistiam, sonhos estranhos e violentos, eróticos, opressivos, maravilhosos, doloridos, sensuais e horríveis, nunca antes experimentados, ou pelo menos não com tanta intensidade. Pelas persianas entreabertas, avistou o céu a leste, vermelho como sangue, com formações de nuvens estranhamente sugestivas, que pareciam igualar as imagens em sua mente. Ao mudar de posição para ver melhor, sentiu uma ligeira dor na virilha, mas não prestou atenção; em vez disso, deixou que os olhos se fixassem nas formas no céu, enquanto a mente retornava aos sonhos, que a atraíam de uma forma irresistível. No limiar do sono, percebeu que estava nua. Lânguida, puxou a camisola, cobriu-se com o lençol. E dormiu.



Ori estava parado ao lado da cama. Acabara de sair do aconchego. As roupas de ninja se achavam caídas no chão. E sua tanga também. Por um momento, contemplou a mulher estendida ali, admirando-a pela última vez. Tão triste, pensou, as últimas vezes são sempre muito tristes. Depois, ele pegou a faca-espada, tirou-a da bainha.











No quarto lá embaixo. Phillip Tyrer abriu os olhos. O ambiente era desconhecido e só no instante seguinte se lembrou de que continuava no templo em Kanagawa, que o dia anterior fora terrível, a operação pavorosa, e seu comportamento, desprezível.



— Babcott disse que eu estava em choque — murmurou ele, a boca ressequida, com um gosto ruim. — Mas isso me desculpa?





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