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— Mais uma semana, por aí, e depois seguirei para Hong Kong. — Struan era o mais alto e o mais forte dos três. Olhos azuis claros, cabelos compridos, castanho-avermelhados, presos num rabicho, e já experiente para os seus vinte anos. — Não há razão para continuar, pois estamos em boas mãos com Jamie McFay. Ele tem realizado ótimo trabalho para nós, abrindo-nos o Japão.



— Ele tem boa cabeça, Sr. Struan, e isso é um fato que ninguém pode negar. A melhor que existe. A dama vai acompanhá-lo na viagem?



— Ah, a Srta. Richaud. Creio que ela voltará comigo... pelo menos é o que espero. O pai me pediu para ficar de olho nela, embora esteja temporariamente sob a guarda do ministro francês, enquanto estiver aqui.



Ele falou em tom jovial, fingindo não notar o súbito brilho nos olhos de Canterbury, nem que Tyrer se encontrava absorvido na conversa com Angelique, em francês, uma língua que falava muito mal, e já sob seu encantamento. Não o culpe, Canterbury, nem a qualquer outro, pensou ele divertido, e depois esporeou o cavalo e se adiantou, a fim de dar espaço aos outros, pois o caminho se estreitara.



O terreno era plano, com muitos bambuais, pequenos bosques surgindo aqui e ali, as árvores já com as cores do outono. Havia muitos patos, e outras aves. Arrozais em todos os charcos, terras preparadas para o cultivo. Caminhos estreitos. Córregos por toda parte. O cheiro de esterco humano, o único fertilizante usado no Japão, sempre presente. Melindrosos, Tyrer e a moça mantinham lenços perfumados contra o nariz, embora uma brisa fresca soprasse do mar para afastar a maior parte do mau cheiro, e os resquícios da umidade do verão, mosquitos, moscas e outras pragas. As colinas distantes, com densa vegetação, eram um brocado de vermelhos, dourados e marrons — faias, lariços escarlates e amarelos, bordos, rododendros, cedros e pinheiros.



— Não acha linda esta terra, monsieur Tyrer? Uma pena que não possamos ver o monte Fuji com mais nitidez.





Oui, demain, il est là! Mais Mon Dieu, mademoiselle, quelle senteur! — mas que cheiro, disse Tyrer, jovial, num fluente francês, uma língua essencial para qualquer diplomata.



Neste momento, Canterbury foi se postar ao outro lado de Angelique, desviando sua atenção do homem mais jovem.





— Está tudo bem, mademoiselle?



— Está, sim, obrigada. Mas eu bem que gostaria de galopar um pouco. Não pode imaginar como me sinto feliz por estar fora da cerca.



Desde que ela chegara, duas semanas antes, junto com Malcolm Struan, no vapor bimestral da companhia, que era vigiada de perto.



E não podia ser de outra forma, pensou Canterbury, com toda a ralé e escória de Iocoama ao redor, e também, vamos ser francos, com tantos piratas farejando por aqui.



— Na volta, se quiser, pode dar uma volta a galope na pista da colônia.



— Oh, isso seria maravilhoso! Muito obrigada!



— Seu inglês é perfeito, Srta. Angelique, e seu sotaque maravilhoso. Estudou na Inglaterra?



— Oh, não, Sr. Canterbury! — Ela riu, e uma onda de calor envolveu Canterbury, inebriado com tanta beleza, com a qualidade de sua pele. — Nunca estive em seu país. Meu irmão menor e eu fomos criados por minha tia Emma e por meu tio Michel. Ela era inglesa, e sempre se recusou a aprender francês. Foi mais mãe do que tia. — Uma sombra de tristeza surgiu nos olhos de Angelique. — Isso aconteceu depois que minha mãe morreu, ao dar a luz a meu irmão, e papai viajou para a Ásia.



— Lamento muito.





— Foi há muito tempo, monsieur, e penso em minha querida tia Emma como uma mãe. — O pônei puxou as rédeas, e ela corrigiu a posição numa reação automática. — Acho que fui muito afortunada.



— É a sua primeira visita à Ásia? — perguntou Canterbury.



Ele conhecia a resposta, e muito mais, mas queria que ela continuasse a falar. Os fragmentos de informações a seu respeito, boatos, rumores, haviam se espalhado depressa, de um homem apaixonado para outro homem apaixonado.





— É, sim. — Outra vez, um sorriso iluminou seu rosto. — Meu pai é comerciante na China, na colônia britânica de Hong Kong. Vim visitá-lo aproveitando a oportunidade. Ele é amigo de monsieur Seratard, que vive aqui e que gentilmente me arrumou esta viagem. Talvez conheça meu pai, Guy Richaud, de Richaud Frères.



— Claro que conheço. Um excelente cavalheiro. — Canterbury deu uma resposta polida, mas nunca o encontrara, sabendo apenas o que outros lhe haviam dito: que Guy Richaud era conquistador inveterado, um estrangeiro sem muito destaque, há alguns anos na Ásia, vivendo com alguma dificuldade. — Todos nos sentimos honrados com sua presença aqui. Talvez eu possa oferecer um jantar em sua homenagem no clube, concorda?





— Obrigada. Falarei com meu anfitrião, monsieur Seratard. — Angelique viu Struan olhar para trás, olhar para a frente, e acenou alegremente. — O Sr. Struan foi bastante gentil ao me escoltar até aqui.



— É mesmo?





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