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— Quem? — indagou Tyrer, passando com outro copo de champanhe afogueado e excitado com a noite, e também com seu êxito ao tirar Nakama, o samurai, de Iedo, instalando-o em sua casa, com a aprovação de Sir William, como professor de japonês. — Quem é o miserável, Marlowe?



— Vá se... como se não soubesse! — Marlowe sorriu. — Escute, sou o representante da marinha, tenho direito à próxima dança, e darei uma lição no miserável ou morrerei na tentativa!



— Que demônio afortunado! O que estão tocando?



— Uma polca.



— Essa não! Foi você quem pediu?



— Claro que não.



A polca, baseada numa dança folclórica da Boêmia, era outro acréscimo recente aos salões de baile da Europa, causando o maior furor, embora ainda fosse considerada um tanto indecente.



— Está no programa — acrescentou Marlowe. — Não tinha notado?



— Não. Tenho muitas outras coisas em que pensar.



O tom de Tyrer era de felicidade. Ansiava em contar a alguém como fora esperto. Sua satisfação era ainda maior naquela noite, pois assim que pudesse atravessaria a ponte do paraíso e iria para os braços de sua amada... lamentando apenas ter jurado segredo.



— Ela dança como um sonho, não acha?



— Ei, jovem Tyrer... — Era Dmitri Syborodin, os cabelos oleosos, suando, com uma caneca de rum na mão. — Pedi ao mestre da banda para tocar um cancã. Ele disse que fui o quinto a pedir.



— E ele vai mesmo tocar? — perguntou Tyrer, consternado. — Assisti uma vez em Paris... não vai acreditar, mas as mulheres não usam nenhuma calça por baixo.



— Mas claro que acredito! — Dmitri soltou uma risada. — Só que Peito-de-Anjo tem uma calça por baixo esta noite e não sente o menor medo de mostrá-la!



— Ei, escute aqui... — protestou Marlowe, veemente.



— Ora, John, ele só está brincando. Dmitri, você é insuportável! O mestre da banda não ousaria, não é?



— Não, a menos que Malc concorde.



Os três olharam através da sala. Malcolm Struan estava sentado com o Dr. Hoag, Babcott, Seratard e outros ministros, observando a pista de dança, os olhos fixados apenas em Angelique, enquanto ela se inclinava e girava, ao compasso da música moderna, encantadora e ousada, deixando a todos inebriados. A mão de Struan apoiava-se numa bengala grossa, o anel de sinete de ouro faiscando, enquanto os dedos se moviam ao ritmo, vestindo um traje a rigor de seda, colarinho levantado, gravata creme, alfinete de diamante, botas de couro vindas de Paris.



— É uma pena que ele ainda esteja tão estropiado — murmurou Tyrer, com uma compaixão sincera, mas abençoando sua própria sorte.



Struan e Angelique haviam chegado tarde. Ele andava com extrema dificuldade, encurvado, apesar de todo o esforço para se manter empertigado, o peso apoiado em duas bengalas, com Angelique, radiante, em seu braço. O Dr. Hoag os acompanhava, atencioso, sempre vigilante. Houvera aplausos para Struan, mais ainda para Angelique. Depois, agradecido, ele sentara, recebera os cumprimentos de todos, convidara-os a partilharem o banquete disposto nas mesas.





— Mas primeiro, meus amigos — dissera Struan —, levantem seus copos, por favor, num brinde à moça mais linda do mundo, mademoiselle Angelique Richaud, minha noiva.





Mais aplausos, aclamações. Criados chineses de libré trouxeram champanhe no gelo, Jamie McFay acrescentara algumas palavras de alegria, e a festa começara. Vinhos de Bordéus e Borgonha, um chablis especial, muito apreciado na Ásia, conhaques, uísques. — importações exclusivas da Struan —, gim, cerveja de Hong Kong. Peças de carne de vaca australiana, uns poucos cordeiros inteiros, tortas de galinha, carne de porco defumada, presunto, batatas de Xangai cozidas e recheadas com fatias de carne de porco e manteiga, além de pudins e chocolates, uma recente importação da Suíça. Depois que o jantar foi tirado e sete bêbados removidos, André Poncin sentara ao piano e a banda começara a tocar.



Com grande formalidade diante de Malcolm, Sir William solicitara a primeira dança. Em seguida fora a vez de Seratard, os outros ministros — à exceção de von Heimrich, que estava de cama, com disenteria —, o almirante e o general, todos eles e mais outros dançando também com as outras duas mulheres presentes. Depois de cada dança, Angelique era cercada por rostos afogueados e radiantes, conversava por um instante, se abanando, e seguia para o lado de Malcolm, fascinante para todos, mas concentrando sua atenção nele, a cada vez recusando a dança, mas no final deixando que ele a persuadisse:



— Adoro ver você dançar, Angelique. Dança da forma mais graciosa possível, minha querida.



Agora, ele a observava dilacerado entre a felicidade e a frustração, frenético por não poder dançar também.



— Não se atormente, Malcolm — dissera Hoag, no início da noite, querendo acalmá-lo, o simples ato de se vestir sendo um pesadelo de dor e dificuldade. — É a primeira vez que se levanta. Transcorreu apenas um mês desde o acidente. Não Sempre...



— Fale isso mais uma vez e vou cuspir sangue.



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