Читаем Gai-jin полностью

— É, sim, e a recíproca é verdadeira. Um sujeito de sorte. Caminharam em silêncio por algum tempo, rompido por Hoag, com evidente hesitação:



— Presumo que você já sabe que a mãe se opõe terminantemente a qualquer forma de ligação com a moça.



— Já tinha ouvido falar. Isso cria um problema.



— Acha então que as intenções de Malcolm são sérias?



— Mais do que sérias. Ela é uma moça extraordinária.



— Você a conhece?



— Angelique? Não muito bem, não como paciente, embora já a tenha observado sob uma terrível pressão. E você?



Hoag sacudiu a cabeça.



— Só a encontrei em festas, nas corridas, socialmente. Desde que ela chegou há três ou quatro meses, foi o centro das atenções nos bailes, com toda razão Nunca como paciente, pois existe agora um médico francês em Hong Kong imagine só! Mas concordo que ela é deslumbrante. Não necessariamente a esposa ideal para Malcolm, se é essa a sua intenção.



— Porque ela não é inglesa? Nem rica?



— As duas coisas, e mais ainda. Sinto muito, mas não consigo confiar nos franceses, uma raça ruim... é da natureza deles. O pai de Angelique é um perfeito exemplo, encantador, galante na superfície, mas um canalha logo abaixo, e até o fundo. Lamento, mas eu não escolheria a filha de um homem assim para casar com meu filho.



Babcott se perguntou se Hoag sabia que ele estava a par do escândalo: enquanto trabalhava na Companhia das índias Orientais, em Bengala, há mais de vinte e cinco anos, o jovem Dr. Hoag casara com uma indiana, contra todas as convenções e os conselhos de seus superiores, e por isso fora dispensado, enviado de volta à Inglaterra em desgraça. Tiveram uma filha e um filho, e depois ela morrera, o frio, a umidade e o nevoeiro de Londres quase uma sentença de morte para alguém de herança indiana.



As pessoas são muito estranhas, refletiu Babcott. Aqui está um bravo e íntegro inglês, um excelente médico, com filhos que são meio indianos — e, por isso, não aceitáveis socialmente na Inglaterra —, queixando-se da herança de Angelique. Quanta estupidez... e é uma estupidez ainda maior se esconder da verdade.



É verdade, mas você também não se esconde da verdade? Tem vinte e oito anos, ainda lhe sobra bastante tempo para casar, mas conseguirá algum dia encontrar uma mulher mais excitante do que Angelique, em qualquer lugar, ainda mais na Ásia, onde passará o resto de sua vida profissional?



Não, não encontrarei, tenho certeza. Sorte de Struan, que provavelmente casará com ela. E eu o apoiarei, sem a menor hesitação.





— Talvez a Sra. Struan esteja apenas sendo protetora, como qualquer mãe — comentou ele, sabendo como era importante a influência de Hoag sobre os Struans —, e apenas se opõe a Malcolm se amarrar muito cedo. O que é compreensível. Afinal, ele é o tai-pan agora e isso vai consumir todas as suas energias. Mas não me entenda errado, Ronald. Acho que Angelique é uma moça extraordinária, corajosa, a melhor companheira que um homem poderia desejar... e para fazer um bom trabalho, Malcolm vai precisar de todo apoio que puder obter.



Hoag percebeu a paixão por trás, registrou a informação e deixou o assunto por aí, sua mente subitamente de volta a Londres, onde a irmã e o marido criavam sua filha e seu filho, como sempre odiando a si mesmo por ter deixado a índia, submetendo-se às convenções e assim matando-a, Arjumand, a adorável.



Eu devia estar louco ao levar minha amada para aqueles invernos insuportáveis, despedido, quebrado, sem emprego, tendo de começar tudo de novo. Oh, Deus, deveria ter ficado, lutado contra a Companhia; minha competência como médico acabaria obrigando-os a me aceitarem de volta, o que nos salvaria...



As duas sentinelas deixadas no prédio bateram continência quando eles entraram. O jantar fora posto para dois.



— Scotch ou champanhe? — perguntou Babcott, para gritar em seguida: —



Lun!



— Champanhe. Quer que eu abra?



— Pode deixar comigo.



Babcott abriu a champanhe, que esperava num balde de gelo de prata georgiano.



— Saúde! LUN!



— E felicidade! Retiniram os copos.





— Perfeita! — exclamou Hoag. — Como é seu chef?



— De razoável para horrível, mas a qualidade de nossos frutos do mar é excelente, camarões, ostras, e dezenas de peixes diferentes. Onde será que Lun se meteu? — Babcott suspirou. — Aquele desgraçado precisa de uma surra. Grite com ele, está bem?



Mas a copa, onde o mordomo costumava ficar, estava vazia. Lun também não se encontrava na cozinha. Acabaram por encontrá-lo no jardim, ao lado de um caminho. Fora decapitado, a cabeça jogada para o lado. Em seu lugar, havia a cabeça de um macaco.













— Não, senhora — murmurou a mama-san, apavorada, — não pode deixar Ori-san aqui amanhã. Tem de partir ao amanhecer. Sumomo declarou:



— Sinto muito, mas Ori-san ficará até...





— Também sinto muito. Desde o ataque ao ministro-chefe Anjo, a caçada aos shishi é intensa, as recompensas por informações vão até o céu, com a pena de morte... para qualquer pessoa numa casa que os abrigue.



— Essa ordem é para Iedo, não prevalece aqui em Kanagawa — insistiu Sumomo.





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